segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Nova cultivar de amendoim precoce para o mercado de óleo

Sérgio Cobel

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Nova cultivar de amendoim precoce para o mercado de óleo
A indústria do biodiesel está em expansão no Brasil e no mundo, recebendo investimentos do governo brasileiro e de grandes empresas como a Petrobras. Para atender ao aumento da demanda por culturas que possam ser utilizadas na produção de óleo combustível, a Embrapa Algodão desenvolveu o amendoim BRS Pérola Branca, primeira cultivar de amendoim brasileiro específica para a produção de biodiesel, por meio da agricultura familiar.
“A principal novidade dessa cultivar é a cor branca da película, que a diferencia dos materiais destinados ao mercado in natura e de confeitaria, que têm a cor creme ou vermelha”, explica a pesquisadora da Embrapa Algodão, Roseane Cavalcenti dos Santos, responsável pelo desenvolvimento da nova variedade.
O teor de óleo bruto nas sementes da BRS Pérola Branca varia de 50 a 52%. É também a cultivar mais precoce do mercado, com um ciclo que varia de 100 a 115 dias, enquanto as demais variedades possuem ciclo de 130 a 140 dias. A nova cultivar chega a produzir de três a quatro sementes por vagem, o que proporciona maior produtividade. “A produtividade média dessa nova variedade é de três toneladas por hectare”, afirma Roseane.
De porte rasteiro, a BRS Pérola Branca tem haste principal de 15 a 25 centímetros, o que possibilita a colheita manual, abrindo o leque para agricultores que não possuem maquinários específicos para colheita. Além disso, é adaptada ao manejo no ambiente semiárido e tolerante a doenças de folhagens. “Na agricultura familiar ele pode ser consorciado com o algodão, mamona, feijão, milho, gergelim ou ainda culturas fruteiras”, diz.
Segundo a pesquisadora, o amendoim pode ser plantado em qualquer região do Brasil, desde que haja planejamento para evitar que a colheita aconteça no período chuvoso, evitando prejuízos. “Numa região que tem um largo período chuvoso, o amendoim deve ser plantado de meados do período chuvoso para a frente, de modo a evitar que o produto seja colhido nas chuvas. Mas se o agricultor tem como secar artificialmente, ele pode fazer de dois a três cultivos ao ano, sem problema de perda de qualidade”, orienta.
Além do mercado combustível, a BRS Pérola Branca também pode ser destinada ao mercado de óleo comestível. “Devido as suas propriedades do óleo, essa nova cultivar se adequa bem tanto ao mercado de óleo combustível quanto ao comestível, tem boa relação oxidativa, o que garante maior vida de prateleira”, afirma Roseane.
Fonte: Embrapa.br
Edna Santos - MTB-CE 01700 JP
Embrapa Algodão
Contato: (83)3182-4361
edna.santos@embrapa.br

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