Como plantar minimargaridas

Em tamanho reduzido, a flor é fácil de plantar e tem boa procura no varejo para decoração de diferentes ambientes

por João Mathias | Consultor Giulio Cesare Stancato*
Editora Globo 
Variedades de margaridas estão mais comuns em floriculturas, bancas de flores e outros pontos de venda de plantas no varejo. De cores e tamanhos diversos, em vasos ou em cortes, agradam a todos na decoração de diferentes ambientes, seja em residências, escritórios ou espaços públicos. Entre as mais de 20 mil espécies de margaridas, o equivalente a mais de 10% das flores existentes no mundo, as miniaturas se destacam pela graciosidade do porte reduzido dos botões.

Pequenas e delicadas, as margaridinhas, como também são chamadas na versão mini da flor, têm miolo amarelo, cercado por pétalas de diversos tons. Semelhante aos exemplares convencionais, se adaptam a qualquer clima e se proliferam facilmente, mesmo em solos mais secos. No entanto, terrenos com bastante matéria orgânica, boa capacidade de drenagem e estrutura dão suporte para garantir uma planta anual.

O ano inteiro de cultivo ainda é possível quando as matrizes são mantidas sob iluminação especial, porém, essa alternativa exige instalações e mão de obra especializada. Dependendo da variedade, as minimargaridas podem atingir até 1,2 metro de altura, em um ciclo de 13 semanas dentro de estufas. 
Editora Globo
A planta pode atingir até 1,2 metro de altura, em um ciclo de 13 semanas
Nas regiões Sul e Sudeste, as margaridinhas vegetam naturalmente no fim do verão e durante o outono, período em que os dias começam a ficar mais curtos e levam as plantas à floração. Fáceis de plantar, elas não precisam de desbaste de flores e galhos, pois a intenção do cultivo é mesmo obter uma grande quantidade de botões. Um plantio caseiro pode ser feito com base nas instruções das embalagens de sementes disponibilizadas pelos fabricantes.

Antigamente, as minimargaridas eram mais plantadas no campo, mas, ao longo dos anos, com a formação de vilas e cidades, as praças passaram a ser ornadas com espécies que poderiam ser cultivadas sistematicamente. Pertencente à família Compositae, as margaridas em miniatura possuem boa quantidade de pólen e néctar, atraindo muitos insetos polinizadores. 
MÃOS À OBRA 
INÍCIO: Embora não seja difícil plantar as minimargaridas, é bom seguir orientações de quem já tem experiência no cultivo. Em pequenas quantidades, as variedades mais baixas podem ser plantadas a partir de sementes em vasos. Uma opção também é utilizar mudas compradas prontas de viveiristas com referências para o plantio de exemplares mais altos. Evite, no entanto, as que crescem muito, pois a altura pode dificultar a sustentação da planta, que acaba necessitando de um suporte.

AMBIENTE É: necessário que o plantio ocorra em local com boa incidência de sol, até mesmo pleno durante todo o dia. Em regiões de clima subtropical, as minimargaridas costumam ficar dormentes durante o inverno. Se não forem protegidas em períodos de geadas, podem ser danificadas. Em estufas, o plantio deve contar com ventilação.

PLANTIO: As instruções para o plantio a partir de sementes estão, em geral, apresentadas pelos próprios fabricantes nas embalagens. No caso de mudas, indica-se o uso de sementeiras em local com luz e temperatura amenas. Para evitar competição entre mudas, coloque-as em sacos individuais. Após uma semana, são transplantadas para canteiros com um metro de largura. O local deve ter pouco vento e sol direto até o entardecer. Iluminação e regas constantes permitem o bom desenvolvimento das minimargaridas nos primeiros 30 a 45 dias.

ADUBAÇÃO: Recomenda-se solo rico em matéria orgânica, com boa drenagem e adubação com fórmula 4-14-8 (N-P-K). A cada semana reponha quantidades de nitrogênio e potássio, caso ambas as substâncias não sejam fornecidas pelo esterco curtido utilizado. Encerre a adubação quando os botões estiverem bem formados.

CUIDADOS: Para o controle de pragas e doenças, é importante adotar medidas preventivas e que não agridam o meio ambiente. Contudo, certos ataques só podem ser combatidos com o uso de inseticidas. Coloque uma planta doente ou atacada em um saco plástico bem fechado e com jornal umedecido dentro. Leve o material para um agrônomo ou técnico da área analisar e identificar o produto adequado para aplicação. Também retire ervas daninhas e folhas manchadas da plantação e verifique se há necessidade de ventilação, devido à umidade em excesso próxima ao solo.

PRODUÇÃO: De sete a dez dias é o tempo que se leva para germinação, crescimento e transplante da muda para o campo. A partir daí, mais 12 a 13 semanas são necessárias para se completar o ciclo da cultura. O surgimento de botões é visível a olho nu e o aparecimento de cores neles indica o desenvolvimento das hastes florais. A comercialização de plantas com botões fechados favorece as vendas no mercado, principalmente as que possuem tons mais comuns, como branco, amarelo, nuances de vermelho e misturas variadas.
RAIO X 
SOLO: areno-argiloso, fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado
CLIMA: quente e não tolera geadas
ÁREA MÍNIMA: pode ser cultivada em vasos
COLHEITA: de 50 a 60 dias após o plantio
CUSTO: o preço do envelope com dez gramas pode variar de R$ 2 a R$ 5

*Giulio Cesare Stancato é pesquisador do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Av. Theodureto de Almeida Camargo, 1.500, CEP 13075-630, Campinas (SP), tel. (19) 3241-9091, gstancato@hotmail.com 

Onde comprar: mercado de flores de Ceasas, lojas de jardinagem, viveiros comerciais e floriculturas; ou pela internet,http://www.soflor.com.br  e http://www.planetasemente.com.br 

Mais informações: Aproccamp (Associação dos Produtores e Comerciantes do Mercado de Flores de Campinas), tel. (19) 3746-1608 

Nenhum comentário:

Postar um comentário