terça-feira, 2 de outubro de 2012

QUANDO SE DEVE USAR OU NÃO FUNGICIDAS.


Com o aumento da população mundial obviamente tem-se o acréscimo da demanda de alimentos. Cada vez mais é necessário se  produzir mais e mais, no entanto isso tem seus custos tanto financeiros quanto para o meio ambiente e até mesmo para as pessoas que irão consumir esse alimento, sabemos da dificuldade de se produzir alimentos orgânicos em larga escala, devido o preço da mão de obra e também os sérios problemas com pragas e doenças, onde esses alimentos acabam chegando ao consumidor com um preço de mercado maior do que os alimentos produzidos de forma convencional.

Se tratando disso ao aumentar a produção de alimentos tem se recorrido ao maior uso dos agrotóxicos onde infelizmente são usados de forma errada e desordenada, para que se possa fazer uma aplicação de agrotóxicos de forma correta é necessário observar alguns itens que são de suma importância:

- Importância econômica da cultura
- Máquinas disponíveis para a aplicação
- Tipo de disseminação dos patógenos.
- Condições climáticas favoráveis para os patógenos/ estádio fenológico da cultura.
- Se certificar de que não há outros meios de controle que não seja o químico.

* Uma dica importante para a aplicação de agrotóxicos é observar as faixas de classificação.



Vermelho: Extremamente tóxico
Amarelo: Altamente tóxico

Azul: Medianamente tóxico

Verde: Pouco tóxico.



CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGICIDAS DE ACORDO COM O MODO DE AÇÃO.

PROTETORES OU DE CONTATO: Só são eficientes se for usado preventivamente, ou seja antes do aparecimento da doença, sendo direcionado ao hospedeiro, é muito importante que este não entre em contato com a célula, pois  poderá causar uma fitotoxicidade devendo permanecer na superfície da planta. Vale ressaltar que aplicar um protetor com a doença em curso é cometer um erro técnico.

Os fungicidas protetores podem atuar como sistêmicos;
 - Tratamento de sementes - O patógeno que está na semente será erradicado.
 - Contra patógenos  em árvores em condições de clima temperado, repouso vegetativo. 
 - Em patógenos superficiais a exemplo dos Oidios, com o fungicida protetor consegue erradicar o fungo da superfície da folha.

FUNGICIDAS SISTÊMICOS:

a)  Penetração - No primeiro passo da translocação o fungicida deve penetrar dentro da planta, seja por via foliar, radicular, através do caule ou da semente.

b) Movimento dentro da planta - Os fungicidas sistêmicos podem difundir-se passivamente através da membrana celular. Após a penetração na planta, os fungicidas obrigatoriamente penetram no xilema ou floema do sistema vascular para serem transportados tanto por via foliar como radicular.

c) Toxicidade seletiva - A toxicidade seletiva é condição requerida aos fungicidas sistêmicos, pois estes devem co-existir, em íntimo contato, com as organelas e os sistemas bioquímicos das plantas. Esta propriedade varia com a espécie de planta envolvida. A seletividade entre os sistemas do patógeno e da planta é devido a vários fatores, entre os quais se destacam a sensibilidade diferencial das organelas dos dois sistemas. Além dos fungicidas sistêmicos apresentarem seletividade entre planta e fungo, podem ser seletivos também para fungos. Esta propriedade não é evidente para os fungicidas protetores, mas é marcante entre os sistêmicos. Os fungicidas sistêmicos podem ser específicos para determinados grupos taxionômicos de patógenos e/ ou doenças.

c)  Estabilidade Metabólica - Quando o fungicida penetra nas células da planta, está sujeito a degradação por muitas enzimas, devendo resistir a degradação para que seja efeito. Isto quer dizer que o fungicida sistêmico, para ter sucesso na ação contra uma doença, deve possuir uma estrutura química que permita sua entrada e translocação na planta, sua penetração nas células da mesma, onde deverá seletivamente inibir ou matar o patógeno, sem afetar a planta. Finalmente, seu efeito na planta deve ser duradouro, sem se degradar, para manter a planta sadia.
Quanto a resistência cabe salientar que :
O principal problema dos sistêmicos, é que provoca resistência dos patógenos aos fungicidas.
No caso dos protetores não existe resistência para esses fungicidas, pois estes agem no hospedeiro.
Adaptação para compensação:  Um patógeno que  é resistente a fungicida produz uma quantidade maior de enzimas vitais. O fungicida chega mas não consegue eliminar todas as enzimas.


Autor: Herbes Araújo ( Graduando em Engenharia Agronômica - UESB ).

Referências Bibliográficas :

Os Fungicidas Sistêmicos; Disponível em : http://www.uesb.br/utilitarios/modelos/monta.asp?site=fitopatologia&tex=ii_08_fungicida6.html Acessado em 01/10/2012



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