"Conseguimos estender a vida útil pós-colheita dos morangos por meio de um recobrimento de quitosana, um conservante natural que obtivemos da casca dos camarões", explicou o engenheiro químico Fernando Bollini, do Inti, à EFE.
A quitosana, um biopolímero sem toxicidade, biocompatível e naturalmente degradável com atividade antimicrobiana, antiviral e antifúngica, tem a capacidade de diminuir a deterioração dos frutos, permitindo assim um maior tempo de armazenamento.
Além disso, Bollini explicou que decidiram trabalhar com os morangos porque é uma fruta perecível e porque era importante estender sua vida útil já que têm uma rápida degradação.
Cerca de 40% dos morangos que estão no mercado argentino são descartados por má aparência e pela deterioração provocada pelos microorganismos.
"Viemos trabalhando nisto há alguns anos. A produção da quitosana já a temos armada, o objetivo é depois aplicá-la a outras frutas e verduras", acrescentou Bollini.
O recobrimento líquido foi aplicado por meio de imersão e pulverização, mas os cientistas esclareceram que têm pensado em trabalhar inclusive antes da colheita, para assim poder estender ainda mais a vida útil das frutas e verduras.
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